Há cerca de um mês atrás conhecemos a Alessandra. Na ocasião passávamos de carro pela rua, em um domingo de sol, quando nos deparamos com uma pessoa caída na calçada, sentindo muitas dores. Percebemos que estava grávida, então paramos para ajudá-la. Todos, inclusive a própria Alessandra, achamos que ela iria dar à luz, o que levou-a a relutar em entrar no carro, pois temia que, no hospital público, iriam lhe tirar a guarda de seus bebês (estava grávida de gêmeos). Não tendo outra opção, e muito menos conhecimentos médicos para realizar um parto, chamamos os bombeiros e a polícia, que se encarregaram de leva-la ao hospital.Desde então estamos orando pela Alessandra, e no último domingo fomos visitá-la embaixo da ponte do Morumbi, onde mora. Para nossa surpresa aquelas dores que sentia naquele domingo não eram relacionadas ao trabalho de parto, e sim com uma infecação, e ela continua grávida dos gêmeos, agora com uma barriga bem maior do que naquela ocasião. Segundo ela, aquele domingo de dores, cerca de um mês atrás, foi o último dia em que usou crack (talvez em razão de nossas orações), e hoje seu maior medo é que na hora em que for dar à luz, seus bebês lhe sejam tirados, novamente, pelo Estado. Ela já perdeu duas crianças assim.
Alessandra tem 27 anos, possui uma filha de 09 anos, e outra de dez meses as quais moram com sua mãe na favela do Real Parque. Há três anos Alessandra mora sozinha embaixo da ponte do Morumbi. Em sua vida tem a tristeza de haver "perdido" dois filhos, que lhe foram tomados pelo Estado em função de sua precária situação, filhos estes que desconhece o paradeiro. Agora espera mais dois filhos, e vive uma gravidez de alto risco, talvez pelas poucas condições de higiene, e pelo uso de crack durante boa parte da gestação.
Mesmo envolta por tantos dissabores, Alessandra consegue manter um belo sorriso no rosto, uma incomum simpatia e disposição para todas as manhãs, grávida de 06 meses de gêmeros, caminhar da ponte do Morumbi até o bairro de Sto. Amaro para catar latinhas na rua, com o principal objetivo de comprar fraldas e alimentos para sua filhinha de 10 meses.
Alessandra necessita muito de ajuda, precisa de um novo local para morar, pois atualmente vive em meio ao lixo e aos ratos, não possuindo condições de criar dois bebês recém -nascidos ali. Pretendemos ajudá-la, mas não sabemos muito como. Mais importante que isso, ela paraceu desejar ser ajudada, e pretende sair das ruas para poder criar seus filhos. Contamos com as orações dos irmãos para que Deus a ajude e nos mostre a maneira pela qual podemos auxiliá-la em suas grandes dificuldades. Se alguém desejar ajudá-la, de qualquer forma, seja com roupas para bebês, fraldas, ou apenas uma visita, favor entrar em contato através do email maurocatanzaro@gmail.com
Um abraço.